quinta-feira, 23 de maio de 2013

Tell me something new





  • Guerra dos Tronos - always - comecei depois de dois amigos meus já estarem viciados e eu também fiquei, desde Janeiro. Vou no sétimo. "Agarra-nos e nunca mais nos larga", parece que vivemos em Westeros! Se já vou no sétimo não é propriamente uma novidade mas continuo na minha luta de levar cada vez mais pessoas a lerem esta saga.
  • The sessions, tão bom! Ok, só vi hoje, culpa da minha preguiça depois dos óscares. 
  • Estas suecas começam a tocar e é impossível ficar parada.
  • O Happy Holi chega este verão ao nosso país, primeiro aqui na Invicta e depois na capital. Para quem já foi a Color Run como eu não sei se valerá muito a pena apesar de ser um conceito completamente diferente, mas a ideia é muito gira na mesma, mesmo para quem não liga à religião. Mais informações aqui

Cá em casa também há uma estrela!


Um ano e meio de destruição, de 31286 bolas, buracos e banhos na praia e de muita alegria! 





quarta-feira, 22 de maio de 2013

A velhice começa aos 20

Hoje voltei ao ginásio, depois de três semanas de baixa por causa dos meus joelhos, só descobri aos 22 que tinha um problema nas rótulas e já não houve nada a fazer. Cheguei para ir direitinha para a piscina que no fundo foi o que o ortopedista me mandou fazer e eu andei dois meses armada em esperta nas máquinas  e soube por uma Sra. daquelas que estão no balneário a falar, que acho que pagam para ir a essa modalidade, que tinha caído uma parede da piscina! Para além de ter sido apanhada com o bikini na mão ainda tive que levar com algumas caras de outras Sras. a olhar para mim com aquela expressão, como é esta não sabe que caiu uma parede da piscina, em que mundo é que vives? Desisto do banho e vou para às máquinas onde me aguento nada mais nada menos que 15 minutos sem dores.  Se isto não é velhice não sei o que será... Que vi lá pessoas com +65 frescas que nem alfaces e eu a morrer no instante a seguir a entrar! Com aquele ar carregado de testosterona e grunhidos daqueles homens-armários que parece que estão no ginásio sempre que lá vamos, perdi a moral e acabei por desistir. Isto somado a paredes que caiem na única coisa que eu poderia fazer, só pode ser um sinal divino para eu estar em casa, sossegada, a comer como só o verdadeiro português sabe. E lá nisso, eu sou bastante patriota! Plamordeus. 

Vamos a isto?





Domingo, dia 26 às 10H, na cidade mai linda deste país, com bom tempo (esperemos). Só 5€ de inscrição, sendo que 2€ revertem a favor do IPO. Vamos a isto? Eu já-lá-estou :)

Os meus ricos vizinhos

Na minha aldeia além de sermos todos vizinhos somos todos primos, tal ela é tão pequena. Vim para o Porto com a sensação de que nunca ia voltar a sentir o mesmo pelos meus vizinhos e não podia estar mais enganada. Uma das coisas que me faz ser apaixonada por esta cidade é que nem no primeiro mês em que chegámos aqui nos sentimos sozinhos e isso nunca vou esquecer. No coração desta gente cabe sempre mais um e o Porto é a minha casa, mesmo quando formos embora vai continuar a ser e desejo voltar a viver cá, um dia que volte a Portugal. Aqui à porta de casa somos todos amigos, especialmente porque os animais também aproximam muito as pessoas e então com cães somos umas 10 casas diferentes em que as pessoas estão quase todos os dias juntas. Ontem não foi excepção e soube que a minha vizinha está grávida! Sabia que já andavam a tentar a algum tempo e estou felicíssima por eles, acho que depois de ela me ter dito e de ter ficado a pensar nas coisas é que dei conta do quanto já gosto dela! Inevitavelmente a minha faceta mais lamechas, que é tão grande, veio para casa a matutar que não vamos acompanhar a gravidez, que não vamos cá estar quando o bebe nascer e etc. Vamos separar-nos de tudo e todos e começar do 0. A avó de uma amiga minha que esteve na Alemanha diz que arranjou uma "doença de nervos na emigração" e eu que já ando com lágrima no olho desde Fevereiro também já encomendei uma para mim. Este é só mais um momento do dia em que fico com o coração pequenino quando me dou conta de certas coisas, depois clarifico as ideias e sei que vai ser o passo mais importante das nossas vidas e que o Porto estará sempre aqui à nossa espera. E acredito que toda a gente boa que ele tem também. Muitos parabéns R.!

terça-feira, 21 de maio de 2013

Parece que ando a dormir

Mas só ontem é que descobri as maravilhas da courgette grelhada. Senhores, cá em casa é o novo camarão tigre!




O que é português é bom, ou não

Hoje, depois de o Mourinho ter sido despedido do RM, tive uma curiosidade enorme de saber o que iriam dizer os jornais portugueses. E, como é óbvio não falaram que saiu pela porta pequena do clube, que é odiado por muita gente em Espanha e pelos próprios jogadores. Cá em casa gosta-se muito de futebol, partilho a vida com um doente à 11 anos. Ao contrário dele, eu até gosto do Mourinho mas a verdade é que em Espanha ele não se deu bem, está à vista de todos. O que me custa mais é este problema tão português que dá para os dois lados, ou não damos valor nenhum ao que é nosso ou então defendemos desmedidamente, sem sensatez e sentido de oportunidade nenhum. E eu, que não sou uma pessoa propriamente tolerante, não tenho paciência para estas coisas, só me apetece dizer a toda a gente que acorde, parece que estão a viver num mundo que só eles vêm e repetem alto para que todos acreditemos! Depois custa ver a outra face da moeda, e nem a propósito, aconteceu ontem um bom exemplo no programa Prós-e-Contras da RTP. O mesmo país que defende sem razão nenhuma até ao fim do mundo pessoas como o Mou ou o CR7 despreza rapazes como o Martim que foi interrompido da seguinte maneira por uma Dra. da Universidade Nova de Lx, que de uma forma muito clara deu a entender o que pensa do empreendedorismo em Portugal. Eu, que não sou doutorada mas até não sou inculta, também sei depois do que se passou no Bangladesh que uma camisa que chega a nós a 20€, tem um custo de produção de cerca de 1,5 cêntimos. Também me sinto revoltada por terem morrido mais de 1000 pessoas desta vez, fora todos os acidentes que já houve e os que estão para vir. Mas não é justo interromper um miúdo que fala com determinação da sua ambição, não é para ele e não o é também para aquelas pessoas que ela estava a tentar defender, que neste momento dão graças por conseguirem continuar a receber o ordenado mínimo em vez de estarem em casa. Achei completamente despropositado e desadequado, não gosto da ideia de tornar estas coisas virais em que cada um partilha e manda um palpite para o ar como acontece no fb mas achei curioso a forma como nós, as pessoas que fazem um país, conseguem ser tão irracionais em duas coisas distintas. Espero, sinceramente, que o Martim e muitos iguais surjam e nos façam voltar a crer que o que é português é bom, por razões válidas e não por um amor estúpido à camisola.