quarta-feira, 5 de junho de 2013

Vi agora a notícia do Rodrigo. Fica a certeza de que foi um lutador e a união bonita que conseguiu criar num país, como vi aqui no Porto na Casa do Vizinho. Tornou-nos pessoas melhores. Que seja sempre assim por quem realmente precisa. Descansa em paz!

A pecadora do 74

Hoje encontrei a minha vizinha do lado na entrada do prédio e estivemos, inevitavelmente, a falar do facto de irmos embora. Ela é amorosa e estava realmente triste, eu até estava meia atrapalhada com a situação. Mas o que me espantou mais foi a quantidade de vezes que ela falou no meu marido! Mas quantas vezes repetiu a palavra. Ela já nos conhece à um ano e tal e decerto já viu que nós não somos o tipo de pessoas que se prendem por formalidades mas mesmo assim aproveitou a oportunidade para deixar o recado nas entre-linhas. Para eu vir para casa e pensar com muita calma no que ando a fazer nesta vida. Isto de viver junto é muito difícil para as verdadeiras dirty minds. Mas não deixo de adorar quando as pessoas fazem isto desta maneira, esforçam-se e repetem esta palavra alto para nos convencerem de que estamos a fazer uma coisa muito feia e temos que tratar disto rapidamente. De preferência sem muito alarido, para não haver mais quem fique a saber deste nosso pecado! Estive quase para lhe explicar qual é o meu problema, o meu marido ainda não trabalhou os 20 anos que são precisos para comprar um anel de noivado da Tiffanys, depois mais 20 para juntar dinheiro para o casamento. Por isso estou sentada à espera.



Ai é?

Vais para o teu blogue dizer que gostas de dias cheios? Toma lá um corte numa patinha, já te dá uns 15 dias desses!

Obrigada Uva!



terça-feira, 4 de junho de 2013

Portugal, meu Portugal



Os concursos públicos para Enfermeiros são uma farsa, acho que já todos sabemos disso. Todos os concursos públicos, vá, não se passa só com os nossos. Para pessoas comuns, simples mortais sem sobrenomes que se juntam com "de" ou "e", que não tem dinheiro ou familiares influentes é só uma maneira de gastar em documentos e correio registado. Hoje depois de ter recebido um mail do Hospital da Guarda, onde fui fazer nada à uns meses atrás a uma entrevista em que gozaram comigo à grande e com todos os meus colegas que vieram de todas as pontas do país de propósito, só me apeteceu rir. Diziam-me que se quisesse saber a qualificação final tinha que me dirigir ao hospital onde está afixada num painel. E é isto senhores, o anexo fica caro, o estado não tem verba para tamanha maluqueira. E podem também aqueles funcionários morrer de tanto trabalhar, que eles não estão habituados! Melhor só mesmo uma amiga minha que recebeu hoje uma carta de outro concurso e das 50 pessoas que concorreram só 1, UMA, é que foi admitida a entrevista. Não nos vamos dar ao trabalho de disfarçar, eles são todos tolinhos, vão pensar que obviamente nenhum dos outros 49 valia nada! Talvez a minha alergia seja a isto tudo, à estupidez que aqui reina.  

Raios partam


As alergias. E só quem tem à séria é que vai entender o ponto de desespero em que me encontro. Não abro os olhos direito, não durmo uma noite seguida, à dois meses que me sinto doente sem estar doente, não saboreio a comida, a minha voz não é a minha e tenho tanta coisa dentro de mim que não sei como é que não sou uma matutolas das que brilham no escuro. 



segunda-feira, 3 de junho de 2013

Amor com amor se paga.




Gosto de dias cheios, daqueles que não sabemos para onde havemos de nos virar primeiro, de me deitar na almofada ainda cheia de adrenalina mas feliz pela quantidade de coisas que aproveitei. Hoje tive um dia desses e da maneira que tenho andado é mesmo uma raridade, por menos acomodada que seja isto do desemprego deixa-nos loucos e a espera atormenta-nos a alma. A minha pelo menos. Mas hoje levantei-me com vontade de viver como só tenho tido muito de vez em quando porque me tenho habituado a que haja uns dias iguais aos outros. Comi um cachorro com molho de francesinha maravilhoso, como só se como no café onde já estamos em casa e em que entramos na cozinha para espreitar. Enchi tanto a barriga de comida como de alegria. Fui à feira, uma coisa que não fazia à anos, e ouvi as pessoas do norte falarem como só elas sabem. E dei por mim a pensar outra vez que no norte o sotaque mais lindo é o do Porto! Vi o mar e calcei sandálias, não me interessa se amanhã já estão outra vez arrumadas. Fui às compras e na frutaria dos brasileiros onde se ouve o terço todos os dias perguntaram-me pela minha cadela e porque é que não a tinha levado. Porque a adoram, talvez seja porque ela come toda a alface que encontra no chão ou só porque gostam de nos ver lá. Os nossos vizinhos ficam felizes de nos encontrar e nós a eles, e é sempre assim. Falo com as minhas amigas ao telefone como se não nos falássemos à anos e dou por mim a falar com uma delas meia hora sobre assaltos de casas como se fosse o tema mais importante do mundo e nunca nenhuma de nós teve a casa assaltada! E rimos de nós mesmas. Cheguei a esta hora com a tal adrenalina mas hoje em forma de felicidade. Não tenho o dia cheio amanhã, mas eles hão-de chegar. Hoje sinto-me feliz e amada, e se falamos tanto dos dias em que não nos sentimos assim, aqui vai a contraprova.

God save the weekend

Quem me dera que todos os fins de semana fizesse exercício desta maneira, não havia celulite que parasse neste corpinho! O BA é espectacular, que ambiente fantástico. Foi uma experiência mesmo gratificante, toda a gente com o mesmo propósito e cada um com mais vontade que o outro. Encheu-nos o fds e o coração! Apesar disso ainda tivemos tempo de aproveitar o sol e de ir a um mercado em Cedofeita e descobrimos mais um bar no Porto, o Picarias. Aqui nasce uma coisa nova a cada dia, é impressionante. Acho que todos os fins de semana desde que cá vivemos experimentamos sítios novos e há sempre mais e mais! Tem uma esplanada super acolhedora. Ainda fomos ao último dia do Sr. de Matosinhos para reaver todas as calorias que gastamos a carregar quilos de arroz. Devo é ter saltado os anos em que as diversões passaram dos 200 escudos para os 3€, não foi desta que voltámos ao canguru e companhia! E ficámos mais tristes que muitas crianças que lá estavam.