quinta-feira, 6 de junho de 2013

Fitas & Factos

Hoje escrevi uma fita de final de curso para a minha amiga mais nova. Bem mais nova, só acaba agora sábado Fisioterapia. Tive uma sensação mesmo estranha, parece uma coisa que fiz à séculos e não tinha muitas saudades. Vejo mesmo muita gente a dizer que tem saudades da universidade mas não sinto o mesmo, nunca senti. Encerrei aquele capítulo feliz e andei para a frente, pronto. Vivi muito intensamente esses 4 anos, são do melhor da vida mas não queria nada voltar atrás. Acho que quanto mais o tempo passa mais aprendo a desfrutar de tudo o que tenho, os anos só me têm trazido paz e serenidade e, além disso, prefiro trabalhar. Tenho saudades dos meus amigos e do que dividimos mas as coisas mudam muito depois do final. As coisas não estão fáceis hoje e já não estavam quando acabei a minha licenciatura mas mesmo assim pensei que a ganância levasse mais tempo a vir à tona. Uma das minhas amigas, que viveu comigo debaixo do mesmo tecto 4 anos, por exemplo, mentiu-me acerca de uma entrevista e consequentemente eu não consegui ir e ela foi. E, obviamente, apesar de falarmos, as coisas nunca mais serão as mesmas. Tenho mesmo muita pena quando penso nisso mas não é por aí que não voltaria atrás, tenho pena porque olho sempre para as coisas do lado mais bonito e não foi nada disso, foi cada um por si e a lixar os outros todos. Espero que não seja isto que te espera A., isto cá fora é uma selva mas tu és forte, vai-te a eles! Sábado é o teu dia, espero que sejas muito feliz, que continues a encarar a vida de frente e a vivê-la a 200%, estou muito orgulhosa de ti!

Two beds and a coffee machine

A série da minha infância, a par do Sexo e a Cidade, foi Dawson's Creek. Já lá vai tanto tempo, é assustador. Hoje acordei com esta música na cabeça e tive saudades de Capeside!


About today




quarta-feira, 5 de junho de 2013

Vi agora a notícia do Rodrigo. Fica a certeza de que foi um lutador e a união bonita que conseguiu criar num país, como vi aqui no Porto na Casa do Vizinho. Tornou-nos pessoas melhores. Que seja sempre assim por quem realmente precisa. Descansa em paz!

A pecadora do 74

Hoje encontrei a minha vizinha do lado na entrada do prédio e estivemos, inevitavelmente, a falar do facto de irmos embora. Ela é amorosa e estava realmente triste, eu até estava meia atrapalhada com a situação. Mas o que me espantou mais foi a quantidade de vezes que ela falou no meu marido! Mas quantas vezes repetiu a palavra. Ela já nos conhece à um ano e tal e decerto já viu que nós não somos o tipo de pessoas que se prendem por formalidades mas mesmo assim aproveitou a oportunidade para deixar o recado nas entre-linhas. Para eu vir para casa e pensar com muita calma no que ando a fazer nesta vida. Isto de viver junto é muito difícil para as verdadeiras dirty minds. Mas não deixo de adorar quando as pessoas fazem isto desta maneira, esforçam-se e repetem esta palavra alto para nos convencerem de que estamos a fazer uma coisa muito feia e temos que tratar disto rapidamente. De preferência sem muito alarido, para não haver mais quem fique a saber deste nosso pecado! Estive quase para lhe explicar qual é o meu problema, o meu marido ainda não trabalhou os 20 anos que são precisos para comprar um anel de noivado da Tiffanys, depois mais 20 para juntar dinheiro para o casamento. Por isso estou sentada à espera.



Ai é?

Vais para o teu blogue dizer que gostas de dias cheios? Toma lá um corte numa patinha, já te dá uns 15 dias desses!

Obrigada Uva!



terça-feira, 4 de junho de 2013

Portugal, meu Portugal



Os concursos públicos para Enfermeiros são uma farsa, acho que já todos sabemos disso. Todos os concursos públicos, vá, não se passa só com os nossos. Para pessoas comuns, simples mortais sem sobrenomes que se juntam com "de" ou "e", que não tem dinheiro ou familiares influentes é só uma maneira de gastar em documentos e correio registado. Hoje depois de ter recebido um mail do Hospital da Guarda, onde fui fazer nada à uns meses atrás a uma entrevista em que gozaram comigo à grande e com todos os meus colegas que vieram de todas as pontas do país de propósito, só me apeteceu rir. Diziam-me que se quisesse saber a qualificação final tinha que me dirigir ao hospital onde está afixada num painel. E é isto senhores, o anexo fica caro, o estado não tem verba para tamanha maluqueira. E podem também aqueles funcionários morrer de tanto trabalhar, que eles não estão habituados! Melhor só mesmo uma amiga minha que recebeu hoje uma carta de outro concurso e das 50 pessoas que concorreram só 1, UMA, é que foi admitida a entrevista. Não nos vamos dar ao trabalho de disfarçar, eles são todos tolinhos, vão pensar que obviamente nenhum dos outros 49 valia nada! Talvez a minha alergia seja a isto tudo, à estupidez que aqui reina.