terça-feira, 6 de agosto de 2013
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Obrigada,em bom português.
E chega porque nunca te vou conseguir agradecer tudo o que estás a fazer por mim, por nós. Mais um voo e mais 2200km. Mais uma história para contarmos aos nossos netos.
domingo, 4 de agosto de 2013
Cheira bem, cheira a sopinha!
Ai que saudades de comer uma coisa que não fosse sandes ou do género. Esta gente não sabe o que é bom, eu cá estou consolada da vida por hoje!
sábado, 3 de agosto de 2013
Wednesday
Quarta-feira começo a levantar-me às cinco da manhã para ir trabalhar, com meia hora de caminhada pelo meio. Para lá estar às oito. Trabalhar é música para os meus ouvidos! Às vezes ainda nem acredito. Mas já lá fui tirar as teimas, eles existem mesmo e querem-me lá. Além disso vão-me pagar e com contrato, ahhhh caraças ainda pensei que me dessem uns recibinhos verdes! Mas é às cinco da manhã. 12 horas de turno. Meia hora a pé. Já disse que é às cinco da manhã????? Graças a Deus que aquilo é no fim do mundo. Graças a Deus que temos que ter um carro cá senão a este ritmo desapareço e ainda agora cheguei!
Everybody's dancing in the moonlight!
Andei aqui a ler o que tenho escrito nos últimos tempos e nem me reconheço. Que fase tão chata esta de vir embora, arre que temos que acabar com esta versão melancólicotriste que eu mesma já não me aguento :) As coisas seguem por aqui e seguem bem, os ingleses são muito mais simpáticos do que poderia imaginar! E o inglês também flui muito naturalmente, desta é que eu não estava à espera. Daí parece um mundo de complicações e é mas não tanto como vimos a pensar. É toda a gente muito melhor do que eu estava a espera. Uma cidade grande também ajuda, Manchester tem-nos recebido de braços abertos. Claro que os imprevistos são isso mesmo e nós já tivemos um bem grande mas pronto, dinheiro a mais dinheiro a menos a coisa resolve-se. E é até o que tenho pensado estes dias, que até para emigrar é preciso tanto dinheiro!
O que quero deitar cá para fora é que esta gente fica louca à sexta-feira! Friday night fever. Mas loucos de loucura, de homens e mulheres de 40 anos a fazerem figuras de miúdos de 14! E as ruas enchem-se, os pubs, há música em todo o lado e figuras de chorar a rir. Já sabemos pedir a pint and an half pint e já descobrimos uma cerveja que não pareça morta à nascença! Agora sim as coisas estão a compor-se! Em Roma, sê romano não é? Só falta começar o futebol!
Ontem quando chegávamos ao centro um grupo de miúdos cantava aos berros esta música e puseram toda a rua a cantar e a dançar, nós incluídos! Pela primeira vez senti-me quente aqui, foi tão giro. OMG, acho que também vou começar a ficar doida com as sextas e gostar do TGIF! Cheers!
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Estamos assim
Nervosos e serenos, felizes e tristes, entusiasmados e apáticos. Isto tudo é uma montanha russa de emoções e ainda não entendi se está para acabar ou se ainda agora arrancou. Gosto muito de Manchester, apesar de mais conhecer a city que ainda não passeámos muito pelos bairros. Ando aqui a sonhar com uma daquelas casinhas todas iguais com jardim atrás para a minha família ser muito feliz mas obviamente que em 2 dias ainda não arranjamos. Amanhã vou ao meu novo trabalho e tenho o estômago às voltas! Cada vez mais temos a certeza que um carro nos vai fazer muita muita muita falta e ainda não sabemos como resolver isso. Temos falado inglês a valer, mesmo ainda não sendo o mesmo inglês deles dá para o gasto. A parte má disto é que se deixa demasiado para trás e é inevitável pensar, matutar no assunto vezes e vezes sem conta. Quando a coisa estabilizar vai ser mais fácil e criaremos raízes aqui também. Os nossos filhos irão nascer aqui, vão crescer aqui, espero envelhecer aqui. Mas hoje o meu coração ainda está lá e aquela coisa da vida boa que vimos à procura não consola tudo. Não sou de vidas perfeitas, longe disso. Tenho grandes amigos mas sei que alguns deles por causa disto também vão ficar pelo caminho, mais cedo ou mais tarde. É a vida, mais uma vez. Tenho muito mais pena de ainda não ter conseguido falar com a minha avó, que não sabe ler nem escrever e não tem telefone em casa. E foi, com certeza, a pessoa que mais sofreu por me deixar vir. E eu venho embora sem saber como a vou encontrar na próxima vez que estejamos juntas e sem puder fazer mais nada para a ajudar numa vida que também nunca foi justa com ela. Isto é que dói. Mas não há mas, há coragem. E ultimamente tenho sentido que ela tem que vir de algum lado, dê lá por onde der. Que ela não me falte, é só o que vou pedindo!
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