sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Never give up

A minha melhor amiga está a mais de 2000km de distância. Isso não separa os nossos corações nem diminui as nossas conversas mas separa todas as vezes que eu olhava para ela com a certeza de que há alguém no mundo que nos ama no matter what, uma coisa tão banal de dizer mas tão difícil de encontrar. Depois de duas semanas que aqui vim passaram-se um milhão de coisas e ela, que muito fez para eu estar hoje aqui, repetiu-me todos os dias para não desistir. E não, por ti e por mim, porque sonhámos demasiado para deixar que os loucos da vida nos roubem o sorriso. Porque sabemos ser felizes com pouco, porque há sempre uma lição boa a tirar, porque há sempre um dia a seguir ao outro. E há o nós mesmo que não haja mais nada. We see things they will never see. Tenho saudades tuas! 

"dar importância apenas ao que tem fundamento e deixar de lado o que não acrescenta nada ou que não faz bem. investir neste exercício diário.
interiorizar que o silêncio é de ouro - e continua a ser a melhor resposta para pessoas de má fé.
ir sempre até onde a força permitir, e perceber que há em nós um bocadinho mais de uma força que nem sonhávamos existir. está lá sempre.
gostar e amar sem pedir nada em troca, perceber como isso é reconfortante. ter mais paciência, tolerância e perdoar os erros (os nossos e os dos outros).
obedecer ao que manda o coração, mas não esquecer de manter, pelo menos, um pé no chão.
saber que é tão bom encontrarmos o nosso caminho, mas aceitar que não tem nada de errado se às vezes nos perdermos.
manter um sorriso na cara e não deixar de acreditar, mesmo quando a vida fecha uma porta (ou várias, é a vida a testar os nossos limites, a nossa força e persistência).
perceber que não conseguimos abraçar o mundo inteiro, mas que é sempre possível abraçar algumas pessoas e fazer toda a diferença."

in às nove no meu blogue

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Por falar em metades, meios e assim-assim

Aqui aprende-se a ver o copo meio cheio, ou pelo menos, eu como mulher portuguesa até à pontinha dos cabelos que sou, ando nessa batalha, como tenho escrito. De trocar o pessimismo que nos caracteriza e ver as coisas pelo lado bom. Este fim de semana tivemos a casa cheia com tudo o que a vida tem de melhor, os amigos. E teremos daqui a 15 dias novamente, e daqui a um mês. O que pode ajudar mais que isso? A vida corre lá fora e os meses passam, quase 3. O inverno já chegou e a chuva é mais que muita. Está quentinho cá em casa e tenho o meu amor comigo. Música na cabeça e calor no coração, vamos lá a mais uma semana Manchester. 


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

God save the weekend


Finalmente um fim de semana com sabor a isso mesmo! Voltei às manhãs em casa, ao tempo para os amigos, comecei uma série, namorei e respirei fundo. A parte do trabalhar é muito bonita mas com peso e medida que cheguei a ter dias nos últimos tempos de me esquecer de quem era e do que andava aqui a fazer. Este modo robocop não tá com nada e o corpo é que paga, ando a senti-lo na pele! Não há fotos de um fim de semana cinzento, com chuva e frio. De ronha e limpezas. Mas apeteceu-me voltar a este tema  a ver se voltamos às boas tradições! Por mim ficava na ronha mais meia dúzia de dias mas amanhã é dia de voltar ao trabalho com 4 dias apertados pela frente. Inspira, expira. Tenho andado num modo melancólico triste horrível mas o que sinto dos blogues é sempre o mesmo, é um sítio tão teu que tens que deixar o que te vai na alma, o que muitas vezes até tentas esconder da maioria das pessoas e olha senão é  a dizer que a minha vida é ma-ra-vi-lho-sa e sou a pessoa mais feliz deste mundo blablabla melhor, porque essas coisas soam-me sempre a falsidade. A verdade é que tenho saudades de mim como eu era na minha vida de 25 anos atrás e é disso que me tem apetecido escrever. Do meu dia-a-dia, do cheiro da minha cidade e do mundo de pessoas que me ocupavam todo o tempo e agora só me ocupam o coração. Mas também não vivo só para isso e aqui a vida é boa, não me posso queixar se tenho mais em 2 meses que em 2 anos. A verdade é que eu vejo sempre o 8 ou o 80, o bom ou o mau, o que gosto ou o que não gosto e agora ando a descobrir o assim-assim. Tal como 2 amigos nos diziam hoje, há pessoas que vem a vida assim-assim mas eu ainda não descobri qual é o segredo.  Para já tenho que voltar à música, aos livros, ao blogue. Às saídas e aos lugares por aqui, às fotos, às receitas. A tudo o que gosto e que acho que tenho esquecido por baixo da melancolia. Vou repetir isto em voz alta. Só gostava que lá estivesse também o meu telefone de casa e que tocasse quase todas as noites como era habitual, ou pelo menos 2 horas todas as segundas feiras. É por isso que a melancolia volta sempre ao de cima em mim, porque há demasiado amor que fica para trás. 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Sem olhos para ver, sem tempo para sentir

O meu nível de stress está em máximos históricos. Tem estado, espero que hoje seja um dia de viragem, pelo menos vou fazer por isso. A pressão de ser a única pessoa de duas que deixaram tudo para vir para aqui com trabalho acaba comigo. E os turnos de 12 horas também! Uns a seguir aos outros. Ontem vinha para casa a pensar no meio de boa música na rádio que tenho que sair deste trabalho-casa-trabalho por mais morta que acorde em dias de folga como hoje, em que o corpo todo dói como se andasse no ginásio. E fomos passar o dia a Liverpool que é aqui tão pertinho! Em termos de cidade não é nada de especial e estava lá mesmo muiiiiiito frio, não se podia andar na rua. Mas os Beatles estão por todo o lado e o pub onde eles começaram é espectacular! Não me sinto fresca que nem uma alface e dormi todo o caminho. Não tenho uma foto que preste porque não tenho olhos, tenho dois papos. E em muitos momentos dei por mim a pensar nas mesmas inquietações que me tem ocupado na maioria dos dias. Mas parei, respirei, ri alto e dei conta de que também se é feliz a 2200km de distância. Hoje é dia de tentar esquecer a tristeza do que está para trás, as saudades e habituar o corpo e moldar a alma à falta que as pessoas me fazem. Os lugares e os cheiros. Hoje dizia ao G. que não me sinto eu aqui, quando falo inglês a voz não é a minha, nem a expressividade. Quando olho a minha volta não tenho o calor do Porto nem tenho quem mais amo para abraçar. A vida nunca perdoa, ganhas e perdes em tudo o que fazes. Há-de chegar o dia em que equilibro a minha balança por aqui só ainda não é hoje. 




domingo, 29 de setembro de 2013

2 meses de ti, Manchester

Que passaram a voar. Só dei conta que já eram dois meses na sexta-feira quando parei, respirei e olhei para trás. E tenho deixado tudo de lado, isto aqui não é excepção. Mas ao fim do dia sinto-me sempre demasiado exausta para perder tempo no computador. Ficam sempre mil coisas por fazer, mil pessoas com quem devia falar, mil saudades por matar mas na maioria dos dias simplesmente não consigo. O mês de Setembro foi duro, esgotante, demasiado num trabalho novo em que não percebia metade do que se passava a minha volta. Não há mãos suficientes para trabalhar e e eles estão a esticar, e muito, a corda com as pessoas que têm. Finalmente tive uns dias para mim e para meter a cabeça no lugar e aproveitar o bom da vida. Basicamente só descobri que já tenho televisão e sofá esta semana. A parte boa é que há trabalho e que sabe a trabalho no fim do mês, não a escravatura. E há pessoas boas, um tempo que já foi inverno à duas semanas mas agora voltou a ser outono, coisas novas todos os dias e uma língua linda que se aprende rápido! E um mundo de coisas a construir além do tanto que já construímos juntos nestes dois meses. Realmente a vida é aquilo que fazemos dela, é o que procuramos conquistar. Tenho pensado isto tantas, tantas vezes. E no tempo perdido com medo de mexer nas coisas. Espero estar de volta agora que começo a encontrar um equilíbrio entre um trabalho louco e o resto. Esperamos, a melhor amiga do mundo já está connosco e ao contrário de nós já tem a situação completamente controlada :)

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Madness!

O que pode ser pior para um recém-emigrante do que ficar sem internet na segunda semana que está num país diferente longe de tudo e todos? Obrigada Virgin por nos trazeres de volta ao séc. XXI! Assim que tiver dois minutos para respirar volto. Tenho saudades disto, raios!

Ah, está tudo bem :)


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

God save the weekend


Os fins de semana não me tem sabido a fins de semana. Primeiro porque andamos a mil, depois porque já comecei a trabalhar a doer e depois porque nem consigo parar para pensar em que dia é que estamos. Mas apesar disso e do pouco tempo que sobra para respirar temos conseguido aproveitar algumas coisas. 
Felizmente só fui uma vez para o trabalho às 6 da manhã de comboio, o sol é lindo a essa hora mas não é uma experiência que me apeteça muito repetir! Em compensação trabalho com esta vista e com cavalos maravilhosos à volta, nada mau pois não? Ás vezes apetece-me estar ali um bocado a olhar para a janela, é uma zona mesmo bonita, pena ficar em nenhures. Uma coisa que me tem espantado é que há mesmo muito verde aqui, nas casas, parques no meio da cidade, nas redondezas, qualquer lado é bom para um bocadinho de relva. E há vacas e ovelhas a pastar mesmo aqui ao lado, pensava que estas crianças nem sabiam de onde é que vinha a carne! 


Tal como no Porto, aqui há sempre dezenas de coisas a acontecer ao mesmo tempo, como eu amo isso! Mercados de rua, flores em todo o lado, concertos, festivais, vendas, tudo e mais qualquer coisa. Num desses mercados matei saudades de arroz que já não comia à duas semanas que esta gente aqui não come e além disso é caríssimo no supermercado! Também cá há chinatown e a seguir à de Londres, é a maior do Reino Unido.


Tivemos uma visita não planeada mas maravilhosa e fomos logo à bola, ah que espectáculo mai lindo e ainda por cima vermelho e branco! Os melhores adeptos do mundo sem dúvida, que ambiente. Do outro lado do estádio é Salford com os seus Salford Quays, uns canais construídos por altura da Revolução Industrial julgo eu, juntamente com as docas de Manchester e do porto que entretanto foi encerrado. É uma zona mesmo muito bonita para passear se bem que nem deu tempo de tomar um café, ao domingo nesta terra a partir das 16H acabou, raios os partam!